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amazônia/Ciência
RSSSuíça estuda lançar 'aspirador' para limpar lixo espacial
O Centro Espacial Suíço da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) anunciou o lançamento do 'CleanSpace' como o primeiro de uma série de satélites projetados para limpar lixo espacial.
Genebra - Cientistas suíços anunciaram nesta quarta-feira 15) que planejam desenvolver uma máquina que funcionará quase como um aspirador de pó, capturando milhares de partes de satélites e foguetes abandonados a fim de limpar o espaço.
O Centro Espacial Suíço da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) anunciou o lançamento do 'CleanSpace' como o primeiro de uma série de satélites projetados para limpar lixo espacial.
Segundo a EPFL, "16.000 objetos maiores do que 10 centímetros de diâmetro e centenas de milhões de partículas menores rodeiam a Terra em velocidades de alguns quilômetros por segundo". "Tornou-se essencial termos consciência da existência deste lixo e dos riscos que sua proliferação representam", afirmou Claude Nicollier, astronauta e professor da EPFL.
O centro espacial informou que está se posicionando além da retórica para "tomar uma ação imediata para tirar estas coisas de órbita". O porta-voz do centro, Jerome Grosse, disse que duas opções são consideradas a respeito dos satélites limpadores.
Uma é de uma máquina capaz de capturar os destroços e depois queimá-los na atmosfera terrestre. A segunda é um modelo capaz de recuperá-los e depois ejetá-los na atmosfera, enquanto o limpador permanecer no espaço.
"Queremos oferecer e vender uma série completa de sistemas prontos, projetados da forma mais sustentável possível, que sejam capazes de tirar de órbita diferentes tipos de satélite", explicou o diretor do centro, Volker Gass.
"Agências espaciais estão, cada vez mais, considerando necessário levar em consideração e se preparar para a eliminação daquilo que elas enviam ao espaço. Queremos ser os pioneiros nesta área", acrescentou.
A EPL citou um estudo publicado em 2011 pela companhia de seguros Swiss Re, segundo o qual a cada ano há quase uma chance em 10.000 de um satélite com 10 metros quadrados colidir com um destroço espacial maior do que um centímetro.
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