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RSSRival de Cielo diz que vai vencer os 100 metros nas Olimpíadas de Londres
Aos 20 anos, o australiano assume o papel de protagonista e diz, sem meias palavras, que é o homem a ser batido em Londres.
Para Cesar Cielo, James Magnussen é favorito ao ouro nos 100m livre nas Olimpíadas de Londres. Já o holandês Pieter van den Hoogenband, dono de sete medalhas olímpicas, sendo três ouros — dois nos 100m livre (Sydney-2000 e Atenas-2004) e um nos 200m livre (Sydney) —, diz que a técnica de Magnussen é perfeita e que ele chegará forte aos Jogos, mas Cielo, mas experiente, vencerá.
Aos 20 anos, o australiano, sensação da natação mundial, parece imune a qualquer comentário ou expectativa. Esbanjando determinação, ele assume o papel de protagonista e diz, sem meias palavras, que é o homem a ser batido em Londres. Seu tempo no Mundial de Xangai, 47s63, em julho do ano passado, é o melhor na prova desde então — a segunda é de Cielo, 47s84, no Pan de Guadalajara, em outubro. Em 2012, a melhor marca também pertence a ele, 48s05, em janeiro, no campeonato nacional.
“Eu gosto disso. Espero e vejo o que todo o restante faz, vejo que ritmo preciso nadar e deixo todos preocupados comigo. A vantagem é que tenho esses tempos. Eu sei exatamente como vou nadar meus 100 metros e, se os adversários começarem a mudar seus planos, pior para eles”, afirmou.
Autoconfiança como trunfo
O nadador é chamado de ‘míssil’ pela imprensa de seu país e é o favorito a se tornar o primeiro australiano desde Michael Wenden a conquistar um ouro nos 100m livre — Wenden venceu a prova nos Jogos de 1968, no México. Mais do que isso, Magnussen acredita que pode bater o recorde mundial de Cielo, 46s91, estabelecido no Mundial de Roma de 2009, ainda com os trajes tecnológicos, banidos em 2010 pela Federação Internacional de natação. Sua intenção era fazê-lo nas seletivas australianas, no mês que vem, mas, depois de nadar 49s02 na final em Nova Gales do Sul, semana passada, adiou os planos:
“Nadar realmente rápido nas seletivas seria uma motivação e deixaria as pessoas pensando em mim. Mas, agora, penso que vou ficar feliz se conseguir tempos próximos ao recorde para, em Londres, conseguir superá-lo”.
Toda essa autoconfiança, segundo Leigh Nugent, técnico da equipe australiana, não deve ser confundida com arrogância:
“Algumas pessoas não gostam de mostrar toda essa autoconfiança verbalmente, mas James faz isso. A diferença é que ele não faz com nenhuma vaidade. Simplesmente diz: ‘esses são os fatos e isso é o que estou fazendo’”.
Ainda para Nugent, o fato de Magnussen ser um estreante nas Olimpíadas não deve ser problema. O treinador aposta que ele, um ex-jogador de rugby, será capaz de lidar com a ansiedade e a pressão, e que escreverá seu nome na história:
“Ele parece crescer em momentos de pressão, acho que desenvolveu essa capacidade ainda na infância. Eu acho que ainda vai muito longe e poderá ser um desses nadadores sobre os quais as pessoas falam durante muito tempo, como Matt Biondi (dono de 11 medalhas olímpicas, oito de ouro) e Pieter van den Hoongenband”.
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