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Museu sobre a máfia abre as portas em Las Vegas, nos Estados Unidos

A ideia do Mob Museum é contar a história do crime organizado nos Estados Unidos e do combate feito por policiais e agentes federais.

Rio de Janeiro - Mais uma para a série “Só mesmo em Las Vegas”. Onde mais um antigo tribunal seria transformado em museu sobre a máfia, em cuja inauguração estaria presente um ex-advogado de mafiosos e ex-prefeito, agora no papel de marido da atual governante da cidade? Foi o que aconteceu na no dia 14 de feveiro, quando o Mob Museum abriu as portas para o público.

O prédio que agora guarda o rico acervo do longo embate entre mafiosos e agentes da lei é um ex-tribunal federal e agência de correios, aberto em 1933, e que foi uma das sedes dos célebres julgamentos do comitê especial criado pelo Senado para investigar o crime organizado, nos anos de 1950 e 1951, também conhecido como “audiências Kefauver”. O salão onde aconteceram os interrogatórios, inclusive, está mantido como na época.

A ideia do Mob Museum é contar a história do crime organizado nos Estados Unidos e do combate feito por policiais e agentes federais. No acervo estão objetos pessoais de célebres mafiosos, evidências recolhidas pela polícia e até armas usadas em crimes, como o famoso massacre do Dia dos Namorados de 1929, em Chicago. A garagem onde aconteceu a matança, inclusive, está parcialmente reproduzida no museu.

Há setores ainda mais macabros, como o que exibe a cadeira de barbeiro onde o mafioso Albert Anastasia foi assassinado, em Nova York em 1957. E a réplica da cadeira-elétrica usada para executar o chefão Louis "Lepke" Buchalter, em 1944, o "homem mais rico a ser morto".

Um dos setores mais curiosos é a “Sala do desvio”, onde estão expostos maços de dinheiro desviado pelos mafiosos nos cassinos, antes da contagem oficial. O dinheiro do turista também pode ser “desviado” na loja de souvenir, onde camisas com inscrições como "Inimigo público número 1" e "Eu não vi nada" fazem sucesso.

Um setor inteiro é dedicado para mostrar a relação íntima entre o crime organizado e a história de Las Vegas. Parte dessa relação é personalizada na figura de Oscar Goodman, ex-advogado de mafiosos como Meyer Lansky, Frank Rosenthal e Anthony Spilotro. Quando prefeito da cidade, ele foi o grande idealizador do museu. Atualmente, o cargo é de sua mulher Carolyn Goodman.

O casal conduziu a inauguração ao lado do diretor executivo do museu Jonathan Ullman. E como não poderia deixar de ser na “capital mundial do entretenimento”, a abertura do Mob Museu teve direito a apresentação musical, a cargo do elenco do espetáculo “Jersey boys”, encenações com atores vestidos de policiais, mafiosos e prisioneiros, queimas de fogos, e até casamentos coletivos. Sete casais puderam juntar duas características tão peculiares de Las Vegas num só momento. Só mesmo lá...

O museu fica na 300 Stewart Avenue, em Downtown Las Vegas. Aberto de domingo a sexta, das 10h às 19h, e sextas e sábados, das 10h às 20h. Os ingressos custam US$ 18 e podem ser comprados no site themobmuseum.org.

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